Mulheres e homens transgêneros devem se alistar no exército?

O alistamento militar é um procedimento obrigatório para brasileiros do sexo masculino e que deve ser realizado nos primeiros 06 meses do ano em que o indivíduo completar 18 anos.

Dito isto, também há a obrigatoriedade do alistamento de homens transgênero, ou seja, mulheres que realizaram transição de gênero e mudaram registro civil com menos de 18 anos de idade. 

Atente-se para o fato de que caso a transição de gênero tenha sido feita após os 18 anos de idade o alistamento para homens transgênero não é obrigatório.

Já as mulheres têm a opção de se alistar ou não no exército. A Constituição Federal de 1988 as isenta do serviço militar obrigatório.

As mulheres brasileiras entraram oficialmente para as Forças Armadas durante a Segunda Guerra Mundial e gradativamente foram conquistando espaço nas três forças (Exército, Marinha e Aeronáutica).

Como fazer a inscrição para alistamento militar?

Para realizar a inscrição é preciso apresentar-se à Junta de Serviço Militar (JSM) de sua região (Exército, Marinha ou Aeronáutica) com a documentação necessária em mãos. Mas também é possível inscrever-se pela internet. 

A medida tem como objetivo facilitar e agilizar a inscrição de candidatos de todos os estados do Brasil. Antes restrito a apenas algumas regiões, agora o alistamento militar online é uma realidade para todos os cidadãos brasileiros.

Como fazer Alistamento Militar Online?

O Alistamento Militar Online é uma forma acessível e ágil para iniciar o processo, e para realizá-lo basta acessar o site https://www.alistamento.eb.mil.br/.

Para se alistar é necessário que o usuário possua um número de telefone celular e uma conta de e-mail válidos, pois as informações de apresentação serão enviados por e-mail.

Ao acessar o site o candidato deverá informar qualquer empecilho que possa impedir o ingresso no serviço militar. Caso não haja impedimentos, basta selecionar a opção alistamento militar.

Para iniciar o processo de fato é necessário criar uma conta no site, e é preciso que o usuário possua um número de telefone celular e uma conta de e-mail válidos, pois as informações de apresentação serão enviados por e-mail.

Concluído o preenchimento do formulário, será emitido um número no Certificado de Alistamento Militar, por meio do qual é possível acompanhar todo o processo no site. Assim você poderá consultar se prosseguirá para o Serviço Militar ou não: aqueles que são dispensados recebem um documento que comprova a situação, o Certificado de Dispensa de Incorporação (CDI).

Fique atento aos prazos e verifique sua caixa de SPAM caso não receba nenhum e-mail após o cadastro.

Quais os documentos necessários para se fazer o alistamento militar obrigatório?

Independente da modalidade de alistamento militar (no quartel ou pelo site), é preciso que o candidato tenha em mãos os seguintes documentos para fazer o alistamento militar:

  • Certidão de Nascimento, Casamento (se houver), Documento de Identificação ou Habilitação (original)
  • Certidão de Naturalização ou Termo de Opção em caso de cidadãos brasileiros naturalizados ou por opção
  • Registro de Emancipação (indígenas)
  • 2 fotos 3×4
  • Comprovante de Residência

exército brasileiro

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tecnologia wi-fi no Brasil

Quando surgiu a tecnologia Wi-Fi no brasil

Falar em tecnologia wifi hoje em dia é uma coisa muito comum e que na verdade não é novidade para ninguém. Porém, a história dessa tecnologia não é tão antiga assim, pois o Wi-fi foi inventado em 1997 através do IEE 802.11.
A tecnologia WIFI só chegou ao Brasil há uma década atrás, mais ou menos em 2008 quando começaram a aparecer os primeiros dispositivos com o sistema Android e então, a revolução tecnológica veio cada vez ganhando mais força.
O crescimento do WIFI no mundo foi e continua sendo estupidamente rápido. Só para se ter uma ideia, atualmente existem no mundo bilhões de aparelhos conectados através de conexão sem fio (rede Wireless).

tecnologia wi-fi no Brasil

 

O que é o Wi-FI?

Wi-fi na verdade é uma marca (WI-FI Alliance) que usa a tecnologia IEEE 802.11. Nada mais é que a possibilidade de um dispositivo conectar-se com outro sem o uso de fios. Hoje, qualquer tecnologia Wireless (rede sem fio) é chamada de Wifi devido a grande popularidade da tecnologia, porém, não é só ela que existe.

Como funciona?

O Wi-fi funciona através de ondas de rádio eletromagnéticas (assim como as TVs e rádios) que são transmitidas por um dispositivo chamado de roteador.

Como funciona o Roteador?

roteador wi-fi no BrasilA função do Roteador é decodificar e distribuir os sinais da rede encaminhando informações dos pacotes de dados. O roteador também tem a função de encontrar/buscar a melhor rota para fazer o envio e o recebimento dos dados dando preferência àquelas mais rápidas e com caminho mais curto possível. Em resumo, o roteador um aparelho usado para distribuir conexões de redes locais que é configurado através de um endereço IP como o 10.0.0.1, 192.168.O.1, 192.168.1.2 etc (o endereço pode variar de acordo com a marca do mesmo.

Número de Hot Spot WfFi atualmente no Brasil

Segundo a Revista Exame, a UNCTAD (United Nations Conference on Trade and Development) relatou que o Brasil possui 120 milhões de usuários conectados à internet e está em 4° lugar na colocação. Na frente do Brasil está os EUA, Índia e China com 242 milhões, 333 milhões e 705 milhões, respectivamente.

A qualidade da conexão

Enquanto a quantidade de pessoas que usam a internet sobe no Brasil, infelizmente a qualidade está muito atrás de outros países ficando na 85° posição de todo o mundo.
A velocidade média no Brasil é de apenas 6,4 MB de acordo com a pesquisa feita pela Empresa Akamai. Dos 241 países estudados, a Coreia do Sul foi a vencedora com uma velocidade de 26,1 megabits, depois vem a Noruega com 23,6e Suécia com 22,8 megabits.

Leia também: primeira televisão do Brasil.

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primeiro computador do Brasil

O primeiro computador no Brasil

O primeiro computador a chegar ao Brasil foi importado pelo governo do Estado de São Paulo em 1957, para auxiliar no cálculo do consumo de água. Não tinha nada de grandes memórias, processadores velozes, conexão por tecnologia wi-fi e todas essas coisas de hoje em dia, óbvio. Não é por acaso que a maioria das grandes invenções modernas tenha se dado na década de 1950, afinal, Estados Unidos (USA) e a antiga União Soviética (URSS) se empenhavam em uma guerra de medo e tensão, conhecida como Guerra Fria (1945 – 1991), onde cada potência buscava a supremacia sobre a outra e a consequente dominação econômica mundial através de seus programas científicos e propagandistas.

primeiro computador do Brasil

Desta forma, o computador, o celular, o carro – ainda que tendo sido iniciados os processos alguns anos antes -, saíram de fato, para o consumo popular, na década de 50 e nas posteriores.

As primeiras máquinas de calcular do qual o computador é herdeiro natural, datam do século XVI. Estas máquinas, ainda que não tivessem a capacidade de programar, ou seja, “pensar” de acordo com os dados que eram inseridos nelas, foram os primeiros passos do ser humano na criação das máquinas programáveis.

Em 1842, Charles Babbage, um matemático da Universidade de Cambridge, junto com Ada Lovelace, filha do famoso poeta Lord Byron, matemática e escritora e que entraria para a história como a primeira programadora, inventaram uma série de comandos que permitia à máquina reter informações e repeti-las guardando-as em uma memória. Este modelo inventado por Babbage e Lovelace não puderam ser igualados por nenhum outro até 1940, ainda que muitas tentativas e aperfeiçoamentos tenham sido feitos.

Em 1932 foram criados os primeiros computadores parecidos com os que existem hoje, ainda que aqueles ocupassem salas inteiras.

Entre 1958 e 1972, o Brasil apenas importou a tecnologia da qual necessitava, estando incluídos aí os computadores, que eram utilizados apenas por grandes universidades e empresas maiores ou governamentais. É nas universidades que nascem os primeiros esforços para a instalação da produção de computadores nacionais, uma vez que a demanda crescia a cada dia.

Brasil importou computadores

Em 1974 nasce a primeira empresa brasileira de computadores, a COBRA (Computadores brasileiros S.A.), e no final de década de 1970 os computadores começaram a se popularizar, deixando de ser instrumentos de uso exclusivo das elites e passando a ser empregado em locais mais comuns, como o próprio metrô de São Paulo, que se tornaria um dos sistemas mais modernos do mundo.

Dos sistemas de transporte, ou dos meios militares, ao âmbito da saúde, pesquisa, educação, o computador começou a se inserir como um dos mais importantes mecanismos para a facilitação da vida comum, mas é apenas em 1980 que puderam ser comprimidos em um formato bem menor que permitia sua utilização nas casas como qualquer outro eletrodoméstico.

o novo computadorEm pouco mais de 30 anos, o computador adquire novas roupagens, diminui cada vez mais de tamanho e acumula cada vez mais funções tornando-se inseparável da vida cotidiana. O mundo se globaliza a cada dia, e o computador é aquele objeto que permite ao indivíduo visitar as ruas de Mumbai pelo Google Maps, enquanto bebe um refrigerante no conforto de sua casa.

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primeiro celular do brasil

O primeiro celular do Brasil

O primeiro celular a chegar ao Brasil em nada se parece com aqueles pequenos multifuncionais com câmeras potentes e tecnologia wi-fi que inundam o mercado nos dias de hoje. Há apenas 34 anos, em meados de 1980, os primeiros celulares da história eram comercializados.

Com o apelido muito preciso de Tijolão (The Brick), tendo como única função fazer ligações fora de casa e pesando quase um quilo, o primeiro celular não podia ser colocado no bolso e carrega-lo não era tarefa simples, além de ser extremamente caro pelo número restrito de funções que desempenhava. O primeiro celular contava apenas com a função para o qual havia sido criado: fazer ligações.

primeiro celular do brasil

O processo que culminou com a comercialização do celular nos Estados Unidos em 1984 e posteriormente no Brasil e no mundo é, no entanto, muito mais antigo uma vez que invenções não surgem apenas, e sim formulam produtos que, por sua vez, são resultantes de processos longos e em constante mutação. Desta forma, o celular tem sua origem nos instrumentos de comunicação utilizados por navios e aviões, os rádios.

Em 1955, em plena Guerra Fria (1945 – 1991), a antiga União Soviética (URSS) já havia criado seu primeiro celular com um alcance de 1,5 quilômetros, e no decorrer das décadas seguintes, o modelo foi sendo constantemente aperfeiçoado até que estivesse pronto para ser comercializado.

Quando chegou o primeiro celular no Brasil

No Brasil, o primeiro celular chegou em 1990: o Motorola-550. Com quase dez anos de intervalo do primeiro celular, o Tijolão tinha acumulado algumas outras funções, sendo elas uma proteção de flip para as teclas, identificador de chamadas, agenda eletrônica e uma bateria que aguentava até duas horas, ao contrário do seu predecessor que só conseguia aguentar por aproximados 30 minutos. O celular havia também perdido peso e tamanho, e já dava indícios de caber confortavelmente no bolso.

Com a comercialização dos celulares e a consequente demanda por uma rede de telecomunicações que fosse capaz de suportar o número cada vez maior de usuários, se tornou necessária a implementação de uma rede no Brasil. A fundação da primeira rede de telecomunicações no país aconteceu em 1990, primeiro no Rio de Janeiro e em seguida em Salvador, e se chamava TELERJ (Telecomunicações do Estado do Rio de Janeiro). Desde sua fundação, o serviço de telecomunicações no Brasil cresceu para se tornar um dos dez maiores do mundo, e os celulares se desenvolveram de tal forma que fazer ligações já não é sua função primordial.

Evolução do celular

celular moderno no Brasil

O celular moderno, com suas funções de jogos, displays coloridos, câmeras de alta resolução, acesso à internet, à vídeos, à músicas, se tornou um objeto considerado necessidade de alta prioridade; e muitas tarefas que antigamente só eram possíveis ser realizadas em um computador, hoje já é possível fazê-las através do pequeno aparelho. Conheça também a história do primeiro computador no Brasil.

Com suas funções cada vez mais avançadas, o celular está em constante aperfeiçoamento e é muito provável que seja apenas mais um passo na criação de algum outro objeto ainda escondido no futuro.

A tecnologia, assim como a evolução das espécies, se adapta ao seu meio e às necessidades e demandas humanas. Na última década, o celular ficou pequeno o suficiente para caber na palma da mão, depois se alongou e se afinou em um design elegante, o que apenas evidencia a mutação constante dos desejos e necessidades humanas.

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primeira televisão do brasil

Quando a televisão chegou ao Brasil

1950 foi o ano em que a televisão chegou ao Brasil, trazida pelo jornalista e empresário Assis Chateaubriand (1892 – 1968), fundador da TV Tupi, primeiro canal de televisão no país. Para utilizar uma data mais precisa, no dia 18 de setembro de 1950, foram instalados alguns aparelhos de televisão pela cidade de São Paulo para que a população pudesse ver aquela nova e empolgante novidade.

primeira televisão do brasil

O primeiro programa a ser exibido ainda no dia 18 foi o TV na Taba, cujo título fazia referência aos habitantes nativos do país e que contou com nomes como Hebe Camargo, Inezita Barroso, Wilma Bentivegna, Lolita Rodrigues, entre outros.

Os anos 50 foram marcados pela reconstrução. O mundo tinha acabado de sair de uma II Guerra Mundial, a Europa estava em processo de se refazer de todo o horror que acompanha um acontecimento como este, os Estados Unidos (USA) e a antiga União Soviética (URSS) iniciavam a Guerra Fria (1947 – 1991) com sua luta tecnológica e propagandista, e o Brasil se preparava para atravessar uma década intensa e conturbada politicamente.

A televisão entrou no Brasil sem que se soubesse ao certo o que seria exibido. Após a primeira edição do programa TV na Taba, seus realizadores se deram conta de que não havia nada que pudesse ser chamado de programação, ou até mesmo o que ser levado ao ar no dia seguinte. Desta forma, a televisão importa do rádio a sua estrutura formal com seus programas musicais – usualmente com um cantor ou apresentador do rádio fazendo suas performances na televisão -, e também com as notícias que eram exibidas logo após serem recebidas. Tudo muito rápido, dificultoso e caro.

Em 1952, é inaugurado na televisão o Repórter Esso, um programa que já existia no rádio e que se propunha a exibir notícias. Este programa é particularmente importante porque é o primeiro que não se limitava a ler as notícias impressas nos jornais, e sim divulgar aquelas que chegavam de uma agência norte-americana.

Saiba também sobre a chegada do cinema no Brasil.

O Repórter Esso era também um programa patrocinado por uma empresa norte-americana, a Standard Oil Company of Brazil, ou a Esso do Brasil, e esteve no ar entre 1941 (no rádio) / 1952 (na TV) e 1970. Sendo assim, o programa trazia aos brasileiros uma série de mensagens que eram essencialmente ideológicas, que eram equilibradas com os interesses dos Estados Unidos no Brasil, tanto interesses econômicos, quanto sociais, culturais e políticos.

programa repórter esso

A televisão no Brasil chegou e se moldou de acordo com as especificidades da sociedade brasileira. Herdeira direta do rádio, que havia começado como difusor de cultura erudita e depois se adequado à imensa demanda popular, a televisão já nasceu imersa nesta mesma cultura popular, com seus shows de cantores da época, as notícias do dia-a-dia, e principalmente as telenovelas. Com seus quase 70 anos, a televisão foi um fenômeno que alcançou as casas de grande parte da população brasileira, e foi (e ainda é) uma das principais responsáveis pela disseminação de cultura, modos de vida, e ideologias políticas no país e no mundo.

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chegada do primeiro cinema no Brasil

Chegada do cinema ao Brasil

A chegada do cinema ao Brasil aconteceu em julho de 1896, no Cinematographo Parisiense – onde atualmente se encontra o teatro Glauber Rocha -, e o primeiro filme exibido em terras tupiniquins foi uma produção dos Irmãos Lumière, os pais do cinema, intitulado Saída dos trabalhadores da fábrica Lumière, um título preciso e auto explicativo uma vez que a sequência de imagens de aproximadamente dois minutos tratava, de fato, da saída de trabalhadores de uma fábrica após o expediente.

chegada do primeiro cinema no Brasil

Em todo caso, a película causou uma intensa comoção na época, uma vez que nunca antes tinha sido possível a captura de imagens em ação através das lentes de uma câmera.

Os historiadores do cinema brasileiro posicionam as primeiras produções nacionais entre os anos de 1897 e 1898, com a exibição de quatro curtas metragens: Ancoradouro de Pescadores na Baía de Guanabara, Chegada do trem em Petrópolis, Bailado de Crianças no Colégio, no Andaraí e Uma artista trabalhando no trapézio do Politeama, todos os quatro filmes em preto e branco, mudos e do gênero documentário.

Aconteceram algumas discussões entre os pesquisadores para decidirem se os filmes foram, de fato, feitos no Brasil ou se eram produtos estrangeiros, mas após análises da iconografia em voga no país na época, e em comparação com a estrangeira formou-se um consenso em categorizá-los como as primeiras produções nacionais.

primeiros filmes feitos no Brasil

Você pode se interessar também no artigo em que explicamos sobre a primeira televisão do Brasil.

O cinema só foi implantado com sucesso no país com a fundação da Usina de Ribeirão das Lajes, em 1910 que atendia a demanda de São Paulo e Rio de Janeiro. Antes, a energia elétrica fornecida para uso da cidade era inconstante e cheia de falhas e apagões, o que inviabilizava sua utilização na projeção de filmes. Desta forma, com a energia devidamente estabilizada, o cinema conseguiu se posicionar permanentemente no cenário cultural brasileiro.

A I Guerra Mundial (1914 – 1918) traz, além das consequências mais óbvias como morte, destruição e caos, um arrefecimento na arte do cinema. Com a constante demanda por soldados para serem enviados ao front, com os esforços e economias próprias de períodos de guerra, a Europa sofria com o desfalque cultural. Desta forma, é do outro lado do oceano que o cinema se fortalece.

influência cinemas europeusAproveitando-se desse espaço deixado pelo cinema europeu, os Estados Unidos investem em suas produções hollywoodianas e invadem o mercado. No Brasil, sentindo as poderosas consequências do conflito que estremece a Europa, o cinema nacional sofre com a falta de matéria prima, antes importada do Mundo Velho. Assim, os cineastas brasileiros começam a locar e distribuir filmes norte-americanos, mais baratos e mais fáceis de serem exibidos.

Com períodos em que se produziu muito se mesclando àqueles em que apenas se importava filmes estrangeiros, o cinema brasileiro sempre esteve intimamente ligado ao cenário político, acompanhando as crises, o cinema se reinventou, se adaptou, mostrando diversos Brasis sob os mais diferentes olhares, com suas nuances, suas peculiaridades. Dos primórdios, com seus documentários mudos e em preto e branco, passando pelas fases do Cinema Novo com seus embates violentos com a Ditadura Militar, até os dias atuais, o cinema no Brasil é uma arte em constante reinvenção.

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os engenhos de açúcar no brasil

Engenhos de Açúcar do Brasil

Em meados do século XVI, a Europa torna popular um produto antes raro, caro e desejado: o açúcar. Com o aumento da demanda e os preços mais acessíveis, os países produtores começam a não conseguir suprir o mercado. Desta forma, em 1516, o rei de Portugal, D. Manuel incentiva a imigração em massa de colonos portugueses para as terras brasileiras e a instalação de engenhos de açúcar no Brasil.

Inicia-se, assim, a agridoce economia açucareira, fonte de riquezas para a metrópole e rios de sangue dos seres humanos brutalmente escravizados nas plantações de cana.

os engenhos de açúcar no brasil

A plantação de cana e a escravidão indígena

É apenas em 1532, com a chegada da expedição comandada por Martim Afonso de Sousa, que as mudas de cana aportaram em terras brasileiras tendo sido plantadas na capitania de São Vicente no mesmo ano. Desde o seu início, as plantações de cana enfrentaram dificuldades, sobretudo no trato com os nativos.

Os indígenas nunca se sujeitaram completamente ao sistema escravocrata e, estando mais familiarizados com a terra do que os invasores europeus, sempre puderam traçar as mais diversas rotas de fuga e resistência. Essas fugas, rebeliões e assassinatos de brancos, culminaram em muitos ataques por parte dos portugueses que visavam o assassínio em massa dos indígenas, ocultos atrás da ideia de “guerra justa”. De todo modo, ainda que houvesse uma resistência ininterrupta, e mesmo com a escravização dos negros, a escravidão indígena durou um longo período.

A influência da igreja nos Engenhos de açúcar

A Igreja teve um papel fundamental na troca da mão de obra escrava indígena pela negra. Fiando-se no discurso de cunho moralizante que defendia a ingenuidade e a inocência dos nativos, a Igreja buscava ampliar suas fronteiras. O embate entre o poder clerical e o secular foi longo e cheio de conflitos.

Desta forma, a saída possível que manteria a produção do açúcar mais rentável foi a busca por escravos no continente africano. Lucrando com o mercado da cana e com o de escravos, Portugal recebia seus lucros das duas fontes, e pouco ou quase nada era relegado à colônia.

Açúcar: conflito entre Portugal e Colônia

conflitos entre Portugal e colônia

A brutal civilização do açúcar foi a responsável por instituir um novo sistema econômico, social e cultural na colônia. Uma sociedade tão estratificada quanto os tons do açúcar, ela se dividia entre “casa grande”, “senzala” e tudo o que ficava entre esses dois polos.

Os Engenhos de açúcar também seriam o grande responsável pelos conflitos na relação entre Portugal e colônia, uma vez que os grandes senhores de engenho não tinham interesse em repassar quase que a totalidade dos ganhos aos governadores-gerais que o rei português instituíra. Assim, as longas e recorrentes divergências de interesse começava o longo processo de separação entre colônia e metrópole.

Engenhos de açúcar: riqueza, escravidão e sangue

O açúcar foi o produto de exportação que mais rendeu lucros ao reino português, e estes lucros são equiparáveis apenas ao preço pago em sangue pelos muitos milhões de pessoas escravizadas, fossem indígenas nativos ou os negros trazidos do continente africano. O Brasil colônia, tão contraditório em suas práticas, uniu com perfeição a doçura do produto com o amargor de sua manufatura.

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segundo reinado pedro II

O Segundo Reinado

O segundo Reinado foi o Período em que o Brasil foi governado por D. Pedro II com início em 1840 indo até 1889. Lembrando que 1889 foi o ano que aconteceu a Proclamação da república do Brasil.

D. Pedro II conseguiu assumir o Império do Brasil antes do tempo. O Imperador contou com a ajuda do Partido Liberal para essa façanha.

O interesse dos Liberais era subir junto com D. Pedro II ao poder, então, através do Golpe da Maioridade eles conseguiram coroar o jovem Imperador de maneira corruptiva quando ele tinha apenas 15 anos de idade. Como recompensa pela coroa, os Liberais ocuparam os principais cargos ministeriais do Governo do Segundo Imperador, D. Pedro II.

segundo reinado pedro II

A Política no Segundo Reinado

A política no segundo reinado foi recheada de fraudes nas eleições, como por exemplo, os votos comprados e o uso de violência. A disputa era travada entre os Liberais e Conservadores, partidos que tinham praticamente os mesmos interesses.

O fim da Guerra dos Farrapos

Barão de Caxias foi nomeado por D. Pedro II como chefe do exército para ajudar na luta contra a Revolução Farroupilha que acontecia naquela época. Sabiamente, usando a diplomacia, Barão de Caxias negociou com os líderes da revolta e firmou o conhecido Tratado de Poncho Verde. Enfim, assim acabou Revolução Farroupilha no ano de 1845.

A Revolução Praieira

O segundo Reinado ficou marcado também pela Revolução Praieira. A revolta acontecia na Província de Pernambuco. O jornal dos liberais (praieiros) ficava numa rua da Praia, por isso o nome Revolução Praieira. A revolta aconteceu nos anos 1848 indo até 1850 e foi a última que ocorreu no período de Brasil Imperial.

A Guerra do Paraguai

Entre 1864 e 1879, o Paraguai enfrentava a famosa “Tríplice Aliança” que era composta pelos países: Argentina, Brasil e Uruguai. A Tríplice Aliança recebeu um apoio importante da Inglaterra. O Paraguai levou a pior nessa guerra e sofreu muitas perdas, tanto de militares como civis, sem contar ainda o prejuízo que teve para a indústria e a economia do país.

O café

café no segundo reinado

Em meados do século XIX, o principal produto exportado pelo Brasil era o Café. Além disso, passou a ser também muito consumido dentro do próprio país.

O café foi grande responsável pela industrialização do Brasil, pois o lucro era investido em indústria com foco nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Naquela época surgiram os barões do café (fazendeiros) que enriqueceram com a comercialização de tal produto.

A Imigração

Como o crescimento e a expansão das lavouras de café, o Brasil precisava de muita mão-de-obra. O trabalho era feito por escravos, porém, a Inglaterra já estava fazendo pressão e a escravidão dos negros estava em crise. A partir daí começou a imigração de europeus, sendo que, grande parte deles vinham da Itália.

O café não foi o único responsável por atrair os imigrantes, além dos trabalhos nos cafezais, as indústrias que estavam crescendo no Sudeste também atraíam muitos trabalhadores.

Vídeo sobre a Imigração Brasileira:

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insurreição pernambucana

Insurreição Pernambucana

Chamada também de Guerra da Luz Divina, a Insurreição Pernambucana se deu pela invasão/ocupação holandesa do Brasil. A invasão culminou na expulsão dos holandeses (Região do Nordeste do Brasil) que tornara a coroa portuguesa.

Como aconteceu a Insurreição Pernambucana?

Os portugueses não estavam satisfeitos com as cobranças intensas de impostos e empréstimos feitos pelos senhores de engenhos de origem portuguesa aos banqueiros holandeses e a Companhia das Índias Ocidentais.

Outra insatisfação também que gerava uma rivalidade, era a religião. Muitos dos holandeses eram judeus e protestantes, já os portugueses eram católicos.

Então, 18 líderes insurretos pernambucanos firmaram o compromisso de lutar contra os holandeses em 15 de maio do ano de 1645 quando se reuniram no Engenho de São João.

O Movimento foi composto pelos líderes: João Fernandes Vieira, Henrique Dias e Filipe, André Vidal de Negreiros; e assim lutaram para marcar a história dos Holandeses como expulsos do Brasil.

insurreição pernambucana

Principais destaques desse movimento

  1. João Fernandes Vieira: é considerado pelo historiador Charles Ralph Boxer, o principal “nome” da reconquista de Pernambuco. João Fernandes Vieira, Senhor de Engenho português, era um mulato que veio para o Brasil com apenas 10 anos de idade. O Historiador do Brasil, Oliveira Lima diz: apesar de João Fernando mesmo sendo de cor, foi governo de Angola e Pernambuco. Conforme as palavras do historiador brasileiro Oliveira Lima, “João Fernandes Vieira, apesar de ser de cor, governou Angola e Pernambuco”. Como Mestre-de-Campo, foi o comandante do poderoso terço do Exército Patriota nas duas batalhas dos Guararapes. Foi aclamado o Chefe Supremo da Revolução e Governador da Guerra da Liberdade e da Restauração Pernambucana.
  2. André Vidal de Negreiros: esse era da Paraíba. Arranjou muitos recursos e pessoas do sertão do nordeste e os influenciou a lutar ao lado dos luso-brasileiros. Foi um dos maiores soldados da época, lutou bravamente contra os holandeses nos combates. André Vidal de Negreiros acabou sendo nomeado como Mestre-de-Campo, comandando um dos terços do Exército Patriota nas batalhas dos Guararapes. Como comandante do sítio de Recife o resultado foi a capitulação holandesa em 1654. Francisco Adolfo, historiador, afirma que ele foi o grande artífice no movimento que expulsou os Holandeses.
  3. Filipe Camarão (Potiguaçu): era um índio que fazia parte da tribo potiguara, comandando a sua tribo, planejou com seus guerreiros várias ações importantes para que os invasores não pudessem avançar. Foi grande destaque nas batalhas: São Lourenço, Porto Calvo e Mata Redonda em 1636, 1637 e 1638, respectivamente. Henrique Dias: filho de escravos, era um brasileiro que ficou conhecido como “Governador da Gente preta”. Ele fez o recrutamento de ex-escravos e no papel de mestre-de-campo foi o comandante do Terço de Homens Pretos e Mulatos do Exército Patriota nas duas das batalhas dos Guararapes. Suas frotas tinham o nome de Milícias Negras e/ou Henriques.
  4. Antonio Dias Cardoso: sem dúvidas, Antonio dias Cardoso foi um dos maiores líderes da Insurreição Pernambucana. O português foi comandante de um pequeno efetivo que foram vencedores da batalha dos Montes das Tabocas lutando contra uma tropa bem maior, tal tropa tinha como líder Maurício de Nassau. Com um número bem menor venceu também a tropa neerlandesa do Tenente-Coronel Hendrick Van Hans em Casa Forte.

Assista essa aula abaixo sobre a Insurreição Pernambucana:

Leia também: As duas viagens de Hans Staden ao Brasil

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crise governo collor

A Nova República do Brasil e seus Presidentes

A Nova República do Brasil é o período da História Brasileira que vai de 1985 até aos dias atuais. A sexta República Brasileira se caracteriza pelo fato do Brasil ter saído da Ditadura Militar e se transformado em um País politicamente democrático.

Os governos da Nova República

governos da nova república

A partir da despedia do último Governo (General Figueredo) e o fim de uma era repressiva, o Brasil começou sua história democrática com a nova república. Nesses tempos, muitos presidentes já assumiram o comando do País e as passagens são recheadas de altos e baixos.

Tancredo Neves

Tancredo Neves foi o primeiro Presidente do Brasil. Foi eleito pelo colégio eleitoral em 1985 dando o fim na época de repressão em que o país viveu.

Pouco antes de tomar posse à presidência, Tancredo Neves ficou doente. Alguns dias depois (21 de abril de 1985) foi anunciada sua morte.

O Governo José Sarney

Com o país abalado pela morte do presidente eleito Tancredo Neves, seu vice José Sarney assumiu o governo brasileiro acompanhado pelo ministério escolhido pelo falecido Tancredo Neves.

Começou então um processo de redemocratização no Brasil. No seu governo, além de Sarney conceder aos analfabetos o direito de votar, estabeleceu também as eleições diretas para os cargos políticos.

Com a criação da nova Constituição (1988), o Brasil entrava no período mais democrático de todos os tempos. Sarney ficou na presidência de 1985 à 1990.

A economia nas mãos de Sarney

O Brasil estava feliz com a redemocratização, porém a economia não andava nada bem. Para tentar resolver o problema, o Presidente José Sarney lançou o Plano Cruzado procurando estabilizar a economia do país.

Essa nova moeda (Cruzado) valia mil Cruzeiros (moeda anterior). O Plano cruzado visou congelar o preço e o salário, mas infelizmente a medida não funcionou como o esperado: a inflação não parava de crescer.

Outras tentativas foram feitas, como por exemplo, o plano econômico Blesser e o Plano Verão que deu origem ao Cruzado Novo.

O Governo Fernando Collor de Melo (1990-1993)

Com economia do Brasil totalmente desestabilizada, a população elegeu Fernando Collor de Mello em 1989, um presidente que não era indicado por José Sarney.

Collor prometeu melhorar a vida dos brasileiros (chamados por ele de “pés-descalços” e “descaminhados”).

Como tentativa de melhorias, o então Presidente criou o Plano Collor. A moeda foi novamente o cruzeiro e o novo plano foi um fracasso. O destaque foi o fato de todas as contas bancárias e cadernetas de poupanças que tinham mais de 50 mil sofreram bloqueio.

crise governo collor

A inflação subia sem parar, mas isso era só o começo. Tudo piorou quando seu próprio irmão Pedro Affonso Collor de Mello fez uma denúncia de um esquema de corrupção envolvendo o tesoureiro da campanha política de Fernando Collor, Paulo Cesar Farias, o PC Farias.

Com o esquema vindo à tona, Collor começou a cair no conceito da população. Sua imagem ficou muita suja, seu governo estava em declínio constante e o fim de sua presidência já aproximava.

A população se revoltou contra o Governo de Fernando Collor de Mello. Um movimento que ganhou o nome de Caras Pintadas saiu às ruas pedindo a renúncia do Presidente. A câmara dos deputados ouviu e instaurou uma comissão parlamentar de inquérito que levantou provas contra Collor no Esquema de Corrupção.

O Congresso Nacional se prontificou a discutir sobre a aprovação do Impeachment de Fernando Collor, porém, o próprio Presidente pediu renúncia ao cargo em 29 de dezembro de 1993 e o Governo agora ficou nas mãos de Itamar Franco, seu vice-presidente.

O Governo Itamar Franco

Itamar Franco assumiu a Presidência da República em 1993 sendo visto como uma salvação da população afligida pela crise econômica no País.

Fernando Henrique Cardoso foi nomeado por Itamar como Ministro da Fazenda em maio de 1993. Inteligente, FHC criou um novo plano econômico denominado Plano Real.

Na época, o Plano foi um sucesso. A população ganhou um poder aquisitivo melhor com seus salários menos corroídos pela assombrosa inflação; e Itamar Franco governou o país até 1994.

O Governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002)

Com a elaboração do Plano Real, Fernando Henrique Cardoso ganhou uma enorme credibilidade com a população que, como reconhecimento deu a ele a vitória nas urnas em 1994.

Fernando Henrique assumiu a cadeira de Presidente do Brasil no dia 1 de Janeiro de 1995. No Final de 1998, FHC se candidatou novamente e derrotou mais uma vez o candidato Luís Inácio Lula da Silva. O Governo de FHC ficou no poder até o ano de 2002.

A economia adotada pelo Presidente Fernando Henrique em seu segundo mandato levou o Brasil a recorrer ao FMI (Fundo Monetário Internacional) e isso levou à desvalorização da Moeda Real.