Revolução Liberal de 1842

Revolução Liberal de 1842 – Revolta em São Paulo e Minas Gerais

Seja bem vindo aluno, professor, curioso, intelectual etc. O importante é: vamos juntos buscar conhecimento e enriquecer nosso aprendizado com a matéria que mais amo na vida, a história, principalmente, história do Brasil! Espero que esse artigo ajude você a entender bem e de forma fácil sobre a Revolução Liberal de 1842.

Revolução Liberal de 1842

O que foi a Revolução Liberal de 1842?

A Revolução Liberal de 1842 foi um levante dos liberais da província de São Paulo e Minas Gerais. Uma revolta que se originou das disputas políticas dos liberais x conservadores.

Entendendo melhor….

Terminando as Eleições do Cacete, o Partido Liberal conseguiu eleger a maioria dos deputados eleitos para a Assembleia ( dos Deputados). Mas o Partido Conservador não era bobo, eles sabiam que os Liberais tinham fraudado as eleições. Aqui tudo começa: eles tomaram as providências e correram atrás da anulação dos votos.

Na época, o Conselho de Ministros era formado em sua maioria por Conservadores, então, eles solicitaram a D. Pedro II que anulasse os votos da polêmica Eleição do Cacete. E não deu outra, em 1842 o Ministério Liberal foi totalmente dissolvido, assim sendo, os Conservadores voltaram ao poder de novo. Se liga: é daí que nasceu a Revolução Liberal de 1842.

O começo da Revolução Liberal

Você pensa que isso passou batido? Não mesmo! Os liberais não aceitaram a troca do ministério, então, eles começaram a famosa Revolução Liberal de 1842.

A coisa ficou feia! Os liberais das Províncias de Minas Gerais e São Paulo se juntaram à revolução.

Revolução em São Paulo

Foi lá que tudo começou, em São Paulo na cidade de Sorocaba, nascia a revolução liberal. Os líderes do movimento na província paulista foram o ex-regente Antônio Feijó e o Brigadeiro Tobias de Aguiar. O movimento se alastrou e, por consequência, as cidades de Silveira, Taubaté, Pindamonhangaba e Lorena decidiram que iriam dar apoio aos liberais.

Revolução em Minas Gerais

Já em Minas Gerais, quem liderou a revolução foi o descendente de italiano, Teófilo Otoni. Anote aí: Sabará, Caeté, Santa Luzia e Santa Bárbara foram as cidades que apoiaram Teófilo e os liberais mineiros.

A derrota dos liberais paulistas e mineiros

Derrota dos liberais Paulistas e mineirosOs rebeldes liberais queriam (e como queriam) retomar ao governo através de luta armada. Esses rebeldes formariam juntos a Coluna Libertadora e marchariam para RJ (Rio de Janeiro) com intuito de derrubar o Governo conservador.

Mas… Como nem tudo é perfeito, o Governo Imperial decidiu que continuaria apoiando os conservadores, então organizou as tropas que tinha como líder, nada mais nada menos que: Barão de Caxias.

Veja no que deu:

Os liberais de Minas Gerais e São Paulo foram todos derrotados e para piorar foram presos pelos comandados de Caxias.

Muitos conseguiram escapar do cerco de Caxias. Eles refugiaram-se no Rio Grande do Sul; e lá foram acolhidos pelos Revolucionários Farroupilhas.

Observação:

O Partido Liberal subiu ao poder em 1844. Liberais envolvidos na Revolta Liberal de 1842 acabaram sendo anistiados, mas isso é história para outro dia…

presidentes da ditadura militar

O Golpe de 1964 e o Regime Militar

Olá! Vamos falar um pouco sobre o golpe de 1964 e o Regime Militar? O Golpe político foi organizado no dia 31 de Março de 1964 objetivando afastar o então presidente do Brasil, João Goulart. Isso fez com que membros das Forças Armadas começassem a governar o país implantando o autoritário Regime Militar.

O Golpe de 1964

golpe militar de 1964

Os grupos políticos de direita ficaram em alerta quando João Goulart assumiu a presidência do Brasil, pois ele tinha uma mentalidade voltada para o comunismo. Dessa forma, a direita política viu a presidência de Goulart como uma grande ameaça, inclusive, trabalhou forte para que ele não tomasse conta do Brasil. Uma das tentativas foi criar o Parlamentarismo em 1961 como uma nova forma de Governo, porém um referendo reprovou em pouco tempo. Em 1963 o presidencialismo foi restabelecido.

João Goulart agora estava pronto para exercer todos os poderes que lhe era concedido como presidente.

A expectativa de Jango em transformar o país numa república socialista foi tomando força, inclusive, temiam que o Presidente implantasse um socialismo baseado em Cuba de Fidel Castro.

Diante dessa ameaça comunista vindo à tona, a direita política com o apoio das Forças Armadas tomaram as devidas providências e planejaram a revolução de março de 1964 que culminaria no Golpe Militar em 1964.

A queda de João Goulart e o Começo da Ditadura

Com o apoio dos Estados Unidos ao Brasil nessa empreitada ( já que eram contra o comunismo e não o queria por perto da América), a revolução derrubou João Goulart; e a partir de então a presidência ficou sob comando dos militares, assim começava a Ditadura Militar.

Presidentes do Brasil na Ditadura Militar

presidentes da ditadura militar

Durante a ditadura, o Brasil teve 6 governantes no poder.

  1. Humberto Alencar Castelo Branco: um dos principais planejadores do Golpe de 1964 que deu origem à Ditadura Militar, Castelo Branco foi o primeiro a governar. Ficou no poder de 1964 à 1967.
  2. Artur da Costa e Silva: foi eleito em 3/10/1966 através do voto indireto. Tomou posse em 15/03/1967 e governou o Brasil somente até 1969 devido a um afastamento por motivo de doença sendo foi substituído pela Junta Militar.
  3. Governo da Junta Militar: a junta militar era formada por Aurélio de Lira Tavares do Exército, Augusto Rademaker da Marinha e Márcio de Sousa e Melo da Aeronáutica. Eles governaram por um curto espaço de tempo que foi entre 31 de agosto de 1969 à 30 de outubro 1969.
  4. Emílio Garrastazu Médici: com a morte de Artur da Costa e Silva em dezembro de 1969, o cargo de presidente ficou vago, mas a junta militar não quis entregar a presidência para o Vice do Falecido. Então, por decisão dos Ministros Militares, Emílio Médici foi eleito o novo Presidente. Esse governou o Brasil de 1969 até 1974. Apesar de Emílio Médici ser considerado o Governo mais repressivo da história do Regime Militar, em seu comando a economia do Brasil cresceu muito e gerou milhões de empregos. Essa situação ganhou o nome de “Milagre econômico”. Em contrapartida, o crescimento custou uma grande dívida externa para ser paga no futuro.
  5. Ernesto Geisel: governou o Brasil entre 1974 e 1979. Durante seu período de presidência a economia do Brasil caiu bastante e enquanto isso a inflação só aumentava.
  6. João Batista Figueiredo: ficou conhecido por conceder anistia aos que foram presos e restabelecer as eleições diretas para os governadores. Figueredo foi o último presidente da Ditadura Militar, indo de 1979 á 1985, quando finalmente acabou o Regime Militar, uma época da história do Brasil marcada por torturas, mortes e exílios.

Vídeo sobre os governantes do Regime Militar

Livro as viagens ao Brasil

Hans Staden, as Duas Viagens ao Brasil

Bem nas primeiras décadas em que o Brasil foi descoberto, um alemão (chamado de Hans Staden) viveu em nossas terras uma das maiores aventuras da sua vida. Depois, voltou para a Europa para contar sua grande experiência que viveu nesse “Novo Mundo”.

Foi daí que surgiu a publicação de um maravilhoso livro contando a história de Hans Staden no Brasil. O livro foi publicado por Andres Colben em 1557.

Livro de Hans Staden

Esse livro, “As Viagens ao Brasil”, teve o título original (bem grande por sinal) com o nome: “História Verdadeira e Descrição de uma Terra de Selvagens, Nus e Cruéis Comedores de Seres Humanos, Situada no Novo Mundo da América, Desconhecida antes e depois de Jesus Cristo nas Terras de Hessen até os Dois Últimos Anos, Visto que Hans Staden, de Homberg, em Hessen, a Conheceu por Experiência Própria e agora a Traz a Público com essa Impressão”.

Naquela época, nascia um Best Seller de Hans Staden na Europa. Quando os Europeus conheceram a história contada no livro, a coisa se espalhou deixando uma ideia de que no continente americano (Novo Mundo) habitavam vorazes canibais que gostavam e comiam a carne do homem branco da Europa.

As duas passagens de Hans Staden pelo Brasil

O alemão aventureiro viveu no Brasil por duas vezes. A primeira passagem aconteceu em 1548. Saindo de Bremen, na Alemanha, Hans Staden atravessou metade da Europa para chegar à Portugal. Lá em Portugal, ele embarcou em um navio português que tinha destino marcado para América Portuguesa.

Quando chegou ao Brasil, mais precisamente em Pernambuco, o aventureiro Hans Staden precisou ajudar os portugueses a lutar contra os piratas e corsários franceses que estavam explorando o Brasil.

O governador-geral Duarte da Costa, em Pernambuco, solicitou a ajuda ao tal grupo de portugueses que Hans Staden agora fazia parte. O pedido de ajuda era para formar uma defesa contra índios de Iguaçu e defender a fortaleza atacada por eles.

Deu certo! Os portugueses tiveram resistência às armadilhas dos índios. Logo após alguns meses o alemão voltou a Europa.

A volta ao Brasil

Hans Staden voltou ao Brasil em 1549, mas dessa vez servia ao Rei da Espanha. Ele saiu de Sevilha, indo em direção ao rio da Prata, porém, o navio em que o aventureiro estava naufragou bem no Estado de Santa Catarina impossibilitando-o de chegar ao seu destino.

Hans Staden e os demais náufragos conseguiram a façanha de sobreviver; e algum tempo depois conseguiram chegar à colônia de São Vicente. Lá o Alemão atuou como defensor do Forte de São Filipe de Bertioga.

Hans Staden livra-se da morte

Ainda em São Vicente, Hans Staden e os outros colonos acabaram sendo capturados pela tribo de índios chamada de Tupinambás. A maior parte dos homens capturados foi sacrificada num macabro ritual antropofágico. A cena que Hans Staden viu ali o deixou muito assustado: indígenas (que estavam mais para demônios) esquartejavam os corpos dos humanos e depois os comiam como se fossem uma carne comum qualquer.

Hans Staden teve medo e não foi atoa: estava consciente que em pouco tempo ele também seria devorado pelos indígenas tupinambás ferozes, mas mesmo estando aterrorizado, o sábio alemão conseguiu arquitetar um belo plano e conseguiu se livrar de ser assado e comido como um leitão qualquer.

E como Hans Staden fez isso?

O cristão europeu conseguiu trapacear os índios se passando por um tipo de Deus que era capaz de controlar chuvas e ventos. Passado alguns meses, o aventureiro conseguiu escapar e retornar a Europa a bordo de um navio francês.