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O Coronelismo e o Cangaço

Na época da República velha, ocorreram dois fenômenos – político e social – que receberam os nomes de: Coronelismo e o Cangaço. Abaixo vamos entender melhor e resumidamente sobre esses fenômenos.

O Coronelismo

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A origem do Coronelismo é da época do Brasil Império (e na verdade existem até hoje). Em tempos da república velha, o Coronelismo atuou forte, principalmente, no Nordeste do Brasil.

O que eram e o que faziam os Coronéis

Os pontos principais que podemos observar são:

  • Eram latifundiários com gigantescas áreas de terra e água;
  • Exerciam grande influência na política da população brasileira mais humilde;
  • Além de influência na política, eles tinham muita autoridade sobre seus súditos (os pobres);
  • O Coronel tinha características de um Senhor Feudal devido sua autoridade.

A influência nas Eleições

A população humilde do Nordeste sofria muito com a miséria e fome. Assim, os coronéis aproveitavam da situação oferecendo um auxílio a esse povo (os próprios nordestinos costumavam procurar esses latifundiários), mas em troca dos favores, era exigido dos pobres que votasse em quem eles queriam. Era exigência mesmo, quem escolhia o candidato eram os Coronéis e não o povo.

Voto do Cabresto

Os coronéis tinham seus jagunços (capatazes). E esses já entregavam as cédulas marcadas para o povo. Daí a origem do chamado “Voto Cabresto”.
Depois de eleito, os coronéis designavam os seus parentes para ser funcionários públicos, dessa forma, a sua família sempre estava garantida no poder público.

O Coronelismo começou a decair em 1930 quando Getúlio Vargas assumiu o poder do Brasil.

O Cangaço

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O Cangaço nasceu para se opor ao Coronelismo. O povo estava cansado com a falta de eficiência do Governo em manter a ordem e também com exploração dos fazendeiros ricos.

Quem era e o que fazia o cangaceiro?

Algumas características dos cangaceiros que podemos observar são:

  • Eram sertanejos que praticavam atos fora da lei para “sobreviver”;
  • Visto como vândalos, organizavam-se em bandos armados e praticavam roubos e saques;
  • Em contra-partida, recebiam dinheiro dos coronéis para matar seus oponentes políticos;
  • Não tinham piedade, matavam todos que vinham pela frente.

Para os pobres nordestinos eram tidos como heróis, mais ou menos como Robin Hood, já que eles muitas vezes roubavam dos ricos e davam para a população pobre. Já na visão do Governo, os cangaceiros eram ladrões assassinos, malfeitores que provocavam a desordem.

O mais famoso cangaceiro da história foi Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião.

Cangaceiro Lampião

Na história dos cangaceiros, existiu um que se destacou mais do que os outros chegando até a ser chamado de “Rei do Cangaço”. O nome dele era Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.

Lampião nasceu em Serra Talhada, município de Pernambuco, em 1898. Quando jovem, em 1921, juntou seus irmãos, primos e amigos formando um bando de cangaceiros.

Apesar de tirar dos ricos e dar aos pobres, sua história é recheada de ataques sangrentos e mortes violentas.

Lampião morreu em 1938 numa emboscada que sofreu na Fazenda Angicos, Sergipe, pelos policiais do Tenente João Bezerra e Sargento Aniceto Rodrigues da Silva.

No final da década de 1930, depois que Lampião morreu, os cangaceiros foram sumindo aos poucos.

Revolução Liberal de 1842

Revolução Liberal de 1842 – Revolta em São Paulo e Minas Gerais

Seja bem vindo aluno, professor, curioso, intelectual etc. O importante é: vamos juntos buscar conhecimento e enriquecer nosso aprendizado com a matéria que mais amo na vida, a história, principalmente, história do Brasil! Espero que esse artigo ajude você a entender bem e de forma fácil sobre a Revolução Liberal de 1842.

Revolução Liberal de 1842

O que foi a Revolução Liberal de 1842?

A Revolução Liberal de 1842 foi um levante dos liberais da província de São Paulo e Minas Gerais. Uma revolta que se originou das disputas políticas dos liberais x conservadores.

Entendendo melhor….

Terminando as Eleições do Cacete, o Partido Liberal conseguiu eleger a maioria dos deputados eleitos para a Assembleia ( dos Deputados). Mas o Partido Conservador não era bobo, eles sabiam que os Liberais tinham fraudado as eleições. Aqui tudo começa: eles tomaram as providências e correram atrás da anulação dos votos.

Na época, o Conselho de Ministros era formado em sua maioria por Conservadores, então, eles solicitaram a D. Pedro II que anulasse os votos da polêmica Eleição do Cacete. E não deu outra, em 1842 o Ministério Liberal foi totalmente dissolvido, assim sendo, os Conservadores voltaram ao poder de novo. Se liga: é daí que nasceu a Revolução Liberal de 1842.

O começo da Revolução Liberal

Você pensa que isso passou batido? Não mesmo! Os liberais não aceitaram a troca do ministério, então, eles começaram a famosa Revolução Liberal de 1842.

A coisa ficou feia! Os liberais das Províncias de Minas Gerais e São Paulo se juntaram à revolução.

Revolução em São Paulo

Foi lá que tudo começou, em São Paulo na cidade de Sorocaba, nascia a revolução liberal. Os líderes do movimento na província paulista foram o ex-regente Antônio Feijó e o Brigadeiro Tobias de Aguiar. O movimento se alastrou e, por consequência, as cidades de Silveira, Taubaté, Pindamonhangaba e Lorena decidiram que iriam dar apoio aos liberais.

Revolução em Minas Gerais

Já em Minas Gerais, quem liderou a revolução foi o descendente de italiano, Teófilo Otoni. Anote aí: Sabará, Caeté, Santa Luzia e Santa Bárbara foram as cidades que apoiaram Teófilo e os liberais mineiros.

A derrota dos liberais paulistas e mineiros

Derrota dos liberais Paulistas e mineirosOs rebeldes liberais queriam (e como queriam) retomar ao governo através de luta armada. Esses rebeldes formariam juntos a Coluna Libertadora e marchariam para RJ (Rio de Janeiro) com intuito de derrubar o Governo conservador.

Mas… Como nem tudo é perfeito, o Governo Imperial decidiu que continuaria apoiando os conservadores, então organizou as tropas que tinha como líder, nada mais nada menos que: Barão de Caxias.

Veja no que deu:

Os liberais de Minas Gerais e São Paulo foram todos derrotados e para piorar foram presos pelos comandados de Caxias.

Muitos conseguiram escapar do cerco de Caxias. Eles refugiaram-se no Rio Grande do Sul; e lá foram acolhidos pelos Revolucionários Farroupilhas.

Observação:

O Partido Liberal subiu ao poder em 1844. Liberais envolvidos na Revolta Liberal de 1842 acabaram sendo anistiados, mas isso é história para outro dia…

Outras histórias:

presidentes da ditadura militar

O Golpe de 1964 e o Regime Militar

Olá! Vamos falar um pouco sobre o golpe de 1964 e o Regime Militar? O Golpe político foi organizado no dia 31 de Março de 1964 objetivando afastar o então presidente do Brasil, João Goulart. Isso fez com que membros das Forças Armadas começassem a governar o país implantando o autoritário Regime Militar.

O Golpe de 1964

golpe militar de 1964

Os grupos políticos de direita ficaram em alerta quando João Goulart assumiu a presidência do Brasil, pois ele tinha uma mentalidade voltada para o comunismo. Dessa forma, a direita política viu a presidência de Goulart como uma grande ameaça, inclusive, trabalhou forte para que ele não tomasse conta do Brasil. Uma das tentativas foi criar o Parlamentarismo em 1961 como uma nova forma de Governo, porém um referendo reprovou em pouco tempo. Em 1963 o presidencialismo foi restabelecido.

João Goulart agora estava pronto para exercer todos os poderes que lhe era concedido como presidente.

A expectativa de Jango em transformar o país numa república socialista foi tomando força, inclusive, temiam que o Presidente implantasse um socialismo baseado em Cuba de Fidel Castro.

Diante dessa ameaça comunista vindo à tona, a direita política com o apoio das Forças Armadas tomaram as devidas providências e planejaram a revolução de março de 1964 que culminaria no Golpe Militar em 1964.

A queda de João Goulart e o Começo da Ditadura

Com o apoio dos Estados Unidos ao Brasil nessa empreitada ( já que eram contra o comunismo e não o queria por perto da América), a revolução derrubou João Goulart; e a partir de então a presidência ficou sob comando dos militares, assim começava a Ditadura Militar.

Presidentes do Brasil na Ditadura Militar

presidentes da ditadura militar

Durante a ditadura, o Brasil teve 6 governantes no poder.

  1. Humberto Alencar Castelo Branco: um dos principais planejadores do Golpe de 1964 que deu origem à Ditadura Militar, Castelo Branco foi o primeiro a governar. Ficou no poder de 1964 à 1967.
  2. Artur da Costa e Silva: foi eleito em 3/10/1966 através do voto indireto. Tomou posse em 15/03/1967 e governou o Brasil somente até 1969 devido a um afastamento por motivo de doença sendo foi substituído pela Junta Militar.
  3. Governo da Junta Militar: a junta militar era formada por Aurélio de Lira Tavares do Exército, Augusto Rademaker da Marinha e Márcio de Sousa e Melo da Aeronáutica. Eles governaram por um curto espaço de tempo que foi entre 31 de agosto de 1969 à 30 de outubro 1969.
  4. Emílio Garrastazu Médici: com a morte de Artur da Costa e Silva em dezembro de 1969, o cargo de presidente ficou vago, mas a junta militar não quis entregar a presidência para o Vice do Falecido. Então, por decisão dos Ministros Militares, Emílio Médici foi eleito o novo Presidente. Esse governou o Brasil de 1969 até 1974. Apesar de Emílio Médici ser considerado o Governo mais repressivo da história do Regime Militar, em seu comando a economia do Brasil cresceu muito e gerou milhões de empregos. Essa situação ganhou o nome de “Milagre econômico”. Em contrapartida, o crescimento custou uma grande dívida externa para ser paga no futuro.
  5. Ernesto Geisel: governou o Brasil entre 1974 e 1979. Durante seu período de presidência a economia do Brasil caiu bastante e enquanto isso a inflação só aumentava.
  6. João Batista Figueiredo: ficou conhecido por conceder anistia aos que foram presos e restabelecer as eleições diretas para os governadores. Figueredo foi o último presidente da Ditadura Militar, indo de 1979 á 1985, quando finalmente acabou o Regime Militar, uma época da história do Brasil marcada por torturas, mortes e exílios. Começava agora o período da Nova República do Brasil.

Vídeo sobre os governantes do Regime Militar

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Um forte abraço e bons estudos!

Livro as viagens ao Brasil

Hans Staden, as Duas Viagens ao Brasil

Bem nas primeiras décadas em que o Brasil foi descoberto, um alemão (chamado de Hans Staden) viveu em nossas terras uma das maiores aventuras da sua vida. Depois, voltou para a Europa para contar sua grande experiência que viveu nesse “Novo Mundo”.

Foi daí que surgiu a publicação de um maravilhoso livro contando a história de Hans Staden no Brasil. O livro foi publicado por Andres Colben em 1557.

Livro de Hans Staden

Esse livro, “As Viagens ao Brasil”, teve o título original (bem grande por sinal) com o nome: “História Verdadeira e Descrição de uma Terra de Selvagens, Nus e Cruéis Comedores de Seres Humanos, Situada no Novo Mundo da América, Desconhecida antes e depois de Jesus Cristo nas Terras de Hessen até os Dois Últimos Anos, Visto que Hans Staden, de Homberg, em Hessen, a Conheceu por Experiência Própria e agora a Traz a Público com essa Impressão”.

Naquela época, nascia um Best Seller de Hans Staden na Europa. Quando os Europeus conheceram a história contada no livro, a coisa se espalhou deixando uma ideia de que no continente americano (Novo Mundo) habitavam vorazes canibais que gostavam e comiam a carne do homem branco da Europa.

As duas passagens de Hans Staden pelo Brasil

O alemão aventureiro viveu no Brasil por duas vezes. A primeira passagem aconteceu em 1548. Saindo de Bremen, na Alemanha, Hans Staden atravessou metade da Europa para chegar à Portugal. Lá em Portugal, ele embarcou em um navio português que tinha destino marcado para América Portuguesa.

Quando chegou ao Brasil, mais precisamente em Pernambuco, o aventureiro Hans Staden precisou ajudar os portugueses a lutar contra os piratas e corsários franceses que estavam explorando o Brasil.

Outras matérias importantes de história:

O governador-geral Duarte da Costa, em Pernambuco, solicitou a ajuda ao tal grupo de portugueses que Hans Staden agora fazia parte. O pedido de ajuda era para formar uma defesa contra índios de Iguaçu e defender a fortaleza atacada por eles.

Deu certo! Os portugueses tiveram resistência às armadilhas dos índios. Logo após alguns meses o alemão voltou a Europa.

A volta ao Brasil

Hans Staden voltou ao Brasil em 1549, mas dessa vez servia ao Rei da Espanha. Ele saiu de Sevilha, indo em direção ao rio da Prata, porém, o navio em que o aventureiro estava naufragou bem no Estado de Santa Catarina impossibilitando-o de chegar ao seu destino.

Hans Staden e os demais náufragos conseguiram a façanha de sobreviver; e algum tempo depois conseguiram chegar à colônia de São Vicente. Lá o Alemão atuou como defensor do Forte de São Filipe de Bertioga.

Hans Staden livra-se da morte

Ainda em São Vicente, Hans Staden e os outros colonos acabaram sendo capturados pela tribo de índios chamada de Tupinambás. A maior parte dos homens capturados foi sacrificada num macabro ritual antropofágico. A cena que Hans Staden viu ali o deixou muito assustado: indígenas (que estavam mais para demônios) esquartejavam os corpos dos humanos e depois os comiam como se fossem uma carne comum qualquer.

Hans Staden teve medo e não foi atoa: estava consciente que em pouco tempo ele também seria devorado pelos indígenas tupinambás ferozes, mas mesmo estando aterrorizado, o sábio alemão conseguiu arquitetar um belo plano e conseguiu se livrar de ser assado e comido como um leitão qualquer.

E como Hans Staden fez isso?

O cristão europeu conseguiu trapacear os índios se passando por um tipo de Deus que era capaz de controlar chuvas e ventos. Passado alguns meses, o aventureiro conseguiu escapar e retornar a Europa a bordo de um navio francês.