poesia Um Sorriso

Um Sorriso

Não sabes, virgem mimosa, Quanto sinto dentro d’alma Quando sorris tão formosa Sorriso que traz-me a calma: Brando sorriso d’amores Que se desliza entre as flores De teus lábios tão formosos; Doce sorriso que afaga Do peito a profunda chaga De tormentos dolorosos. Quando o diviso amoroso Por sobre as rosas vivaces Torno-me louco, ansioso, …

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poesia Meu Anjo

Meu Anjo

És um anjo d’amor — um livro d’ouro, Onde leio o meu fado És estrela brilhante do horizonte Do Bardo enamorado Foste tu que me deste a doce lira Onde amores descanto Foste tu que inspiraste ao pobre vate D’amor festivo canto; É sempre nos teus cantos sonorosos Que eu bebo inspiração; Risos, gostos, delícias …

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Júlia

Teu rosto meigo e singelo Tem do Céu terno bafejo. Tu és a rosa do prado Desabrochando ao albor Abrindo o purpúreo seio, Abrindo os cofres de amor. Tu és a formosa lua Percorrendo o azul dos céus, Retratando sobre a linfa. Os seus alvacentos véus. Tu és a aurora formosa Quando dalém vem surgindo; …

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poesia a saudade

A Saudade

Meiga saudade! — Amargos pensamentos A mente assaltam de valor exausta, Ao ver as roxas folhas delicadas Que singelas te adornam. Mimosa flor do campo, eu te saúdo; Quanto és bela sem seres perfumada! Que te inveja o jasmim, a rosa e o lírio Com todo o seu perfume? Repousa linda flor, num peito f …

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poesia A Francisca

A Francisca

Nunca faltaram aos poetas (quando Poetas são de veia e de arte pura), Para cantar a doce formosura, Rima canora, verso meigo e brando. Mas eu triste poeta miserando, Só tenho áspero verso e rima dura; Em vão minh’alma sôfrega procura Aqueles sons que outrora achava em bando. Assim, gentil Francisca delicada, Não achando uma …

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poesia A Carolina

A Carolina

Querida, ao pé do leito derradeiro Em que descansas dessa longa vida, Aqui venho e virei, pobre querida, Trazer-te o coração do companheiro. Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro Que, a despeito de toda a humana lida, Fez a nossa existência apetecida E num recanto pôs um mundo inteiro. Trago-te flores, — restos arrancados Da terra que …

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poesia Prólogo do Intermezzo

Prólogo do Intermezzo

Um cavalheiro havia, taciturno, Que o rosto magro e macilento tinha. Vagava como quem de algum noturno Sonho levado, trépido caminha. Tão alheio, tão frio, tão soturno, Que a moça em flor e a lépida florinha, Quando passar tropegamente o viam, Às escondidas dele escarneciam. A miúdo buscava a mais sombria Parte da casa, por …

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poesia A Guiomar

A Guiomar

Ri, Guiomar, anda, ri. Quando ressoa Tua alegre risada cristalina, Ouço a alma da moça e da menina, Ambas na mesma lépida pessoa. E então reparo, como o tempo voa, Como a rosa nascente e pequenina Cresceu, e a graça fresca apura e afina… Ri, Guiomar, anda, ri, mimosa e boa. A bela cor, o …

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poesia Refus Machado de Assis

Refus

Non, je ne paye pas, car il est incomplet Cet ouvrage. On y voit, certes, la belle touche Que ton léger pinceau met à tout ce qu’il touche; Et, pour un beau sonnet, c’est un fort beau sonnet. Ce sont-là mes cheveux, c’est bient-là le reflet De mes yeux noirs. Je ris devant ma propre …

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poesia Relíquia Íntima

Relíquia Íntima

Ilustríssimo, caro e velho amigo, Saberás que, por um motivo urgente, Na quinta-feira, nove do corrente, Preciso muito de falar contigo. E aproveitando o portador te digo, Que nessa ocasião terás presente, A esperada gravura de patente Em que o Dante regressa do Inimigo. Manda-me pois dizer pelo bombeiro Se às três e meia te …

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poesia Versos

Versos

Pede estrelas ao céu, ao campo flores; Flores e estrelas ao gentil regaço Virão da terra ou cairão do espaço, Por te cobrir de aromas e esplendores. Versos… pede-os ao vate peregrino Que ao céu tomando inspirações das suas, A tua mocidade e as graças tuas Souber nas notas modular de um hino. Mas que …

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William Shakespeare: Soneto 9 – “O mundo te lamentará” William Shakespeare: Soneto 14 – “adivinhar o azar ou a sorte” William Shakespeare: Soneto 13 – “Contra o vento impiedoso” William Shakespeare: Soneto 12 – “a noite medonha vem naufragar” William Shakespeare: Soneto 11 – “deixares a juventude” William Shakespeare: Soneto 10 – “Envergonha-te” William Shakespeare: Soneto – “Por que ama o que não recebe?” William Shakespeare: a morte do sol e do homem William Shakespeare: Adoça teus sumos; orna um lugar William Shakespeare: injustiça que justamente se excede