O Gênio Adormecido

poesia o gênio Adormecido

Do Grego Vate expande-se a harmonia
Em teus sonoros carmes! Na harpa d’ouro
Do sacro Apollo, Trovador, dedilhas
Doces cantos que o espírito arrebata
Ao recinto celeste!

Em cit’ra de marfim, com fios d’ouro
Cantaste infante, para que mais tarde
A fama ativa as tubas embocando
Com voz imensa proclamasse aos mundos
Um gênio americano!

E tu dormes, Poeta?! Da palmeira
No verde tronco penduraste a lira.
Após nela entoar linda epopéia,
Que mau condão funesto à nossa pátria
Faz soporoso o Vate!

Vatel Vate!… Que morre harmonioso!
Semelha um som ao respirar das brisas
Nas doces cordas do alaúde d’ouro
Pendurado no ramo da palmeira,
Que sombreia o regato!

Desperta, ó Vate, e libertando o estro
Desprende a voz, e os cânticos divinos;
Deixa entornar-se em teus ungidos lábios
Como a ribeira deslizando o corpo
Cercado de boninas.

Sim, ó Vate, o teu canto é tão sonoro
Como os sons da Seráfica harmonia
Dos sonorosos cantos sublimados
Do doce Lamartine — o Bardo excelso.
Da França o belo Gênio!

Toma a lira de novo, e um canto vibra,
E depois ouvirás a nossa terra
Orgulhosa dizer: — Grécia, emudece
Dos vates berço, abrilhantado surge
O Gênio adormecido!

Ao Ilmo. Sr. Antônio Gonçalves
Teixeira e Sousa

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