Mulheres e homens transgêneros devem se alistar no exército?

O alistamento militar é um procedimento obrigatório para brasileiros do sexo masculino e que deve ser realizado nos primeiros 06 meses do ano em que o indivíduo completar 18 anos.

Dito isto, também há a obrigatoriedade do alistamento de homens transgênero, ou seja, mulheres que realizaram transição de gênero e mudaram registro civil com menos de 18 anos de idade. 

Atente-se para o fato de que caso a transição de gênero tenha sido feita após os 18 anos de idade o alistamento para homens transgênero não é obrigatório.

Já as mulheres têm a opção de se alistar ou não no exército. A Constituição Federal de 1988 as isenta do serviço militar obrigatório.

As mulheres brasileiras entraram oficialmente para as Forças Armadas durante a Segunda Guerra Mundial e gradativamente foram conquistando espaço nas três forças (Exército, Marinha e Aeronáutica).

Como fazer a inscrição para alistamento militar?

Para realizar a inscrição é preciso apresentar-se à Junta de Serviço Militar (JSM) de sua região (Exército, Marinha ou Aeronáutica) com a documentação necessária em mãos. Mas também é possível inscrever-se pela internet. 

A medida tem como objetivo facilitar e agilizar a inscrição de candidatos de todos os estados do Brasil. Antes restrito a apenas algumas regiões, agora o alistamento militar online é uma realidade para todos os cidadãos brasileiros.

Como fazer Alistamento Militar Online?

O Alistamento Militar Online é uma forma acessível e ágil para iniciar o processo, e para realizá-lo basta acessar o site https://www.alistamento.eb.mil.br/.

Para se alistar é necessário que o usuário possua um número de telefone celular e uma conta de e-mail válidos, pois as informações de apresentação serão enviados por e-mail.

Ao acessar o site o candidato deverá informar qualquer empecilho que possa impedir o ingresso no serviço militar. Caso não haja impedimentos, basta selecionar a opção alistamento militar.

Para iniciar o processo de fato é necessário criar uma conta no site, e é preciso que o usuário possua um número de telefone celular e uma conta de e-mail válidos, pois as informações de apresentação serão enviados por e-mail.

Concluído o preenchimento do formulário, será emitido um número no Certificado de Alistamento Militar, por meio do qual é possível acompanhar todo o processo no site. Assim você poderá consultar se prosseguirá para o Serviço Militar ou não: aqueles que são dispensados recebem um documento que comprova a situação, o Certificado de Dispensa de Incorporação (CDI).

Fique atento aos prazos e verifique sua caixa de SPAM caso não receba nenhum e-mail após o cadastro.

Quais os documentos necessários para se fazer o alistamento militar obrigatório?

Independente da modalidade de alistamento militar (no quartel ou pelo site), é preciso que o candidato tenha em mãos os seguintes documentos para fazer o alistamento militar:

  • Certidão de Nascimento, Casamento (se houver), Documento de Identificação ou Habilitação (original)
  • Certidão de Naturalização ou Termo de Opção em caso de cidadãos brasileiros naturalizados ou por opção
  • Registro de Emancipação (indígenas)
  • 2 fotos 3×4
  • Comprovante de Residência

exército brasileiro

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crise governo collor

A Nova República do Brasil e seus Presidentes

A Nova República do Brasil é o período da História Brasileira que vai de 1985 até aos dias atuais. A sexta República Brasileira se caracteriza pelo fato do Brasil ter saído da Ditadura Militar e se transformado em um País politicamente democrático.

Os governos da Nova República

governos da nova república

A partir da despedia do último Governo (General Figueredo) e o fim de uma era repressiva, o Brasil começou sua história democrática com a nova república. Nesses tempos, muitos presidentes já assumiram o comando do País e as passagens são recheadas de altos e baixos.

Tancredo Neves

Tancredo Neves foi o primeiro Presidente do Brasil. Foi eleito pelo colégio eleitoral em 1985 dando o fim na época de repressão em que o país viveu.

Pouco antes de tomar posse à presidência, Tancredo Neves ficou doente. Alguns dias depois (21 de abril de 1985) foi anunciada sua morte.

O Governo José Sarney

Com o país abalado pela morte do presidente eleito Tancredo Neves, seu vice José Sarney assumiu o governo brasileiro acompanhado pelo ministério escolhido pelo falecido Tancredo Neves.

Começou então um processo de redemocratização no Brasil. No seu governo, além de Sarney conceder aos analfabetos o direito de votar, estabeleceu também as eleições diretas para os cargos políticos.

Com a criação da nova Constituição (1988), o Brasil entrava no período mais democrático de todos os tempos. Sarney ficou na presidência de 1985 à 1990.

A economia nas mãos de Sarney

O Brasil estava feliz com a redemocratização, porém a economia não andava nada bem. Para tentar resolver o problema, o Presidente José Sarney lançou o Plano Cruzado procurando estabilizar a economia do país.

Essa nova moeda (Cruzado) valia mil Cruzeiros (moeda anterior). O Plano cruzado visou congelar o preço e o salário, mas infelizmente a medida não funcionou como o esperado: a inflação não parava de crescer.

Outras tentativas foram feitas, como por exemplo, o plano econômico Blesser e o Plano Verão que deu origem ao Cruzado Novo.

O Governo Fernando Collor de Melo (1990-1993)

Com economia do Brasil totalmente desestabilizada, a população elegeu Fernando Collor de Mello em 1989, um presidente que não era indicado por José Sarney.

Collor prometeu melhorar a vida dos brasileiros (chamados por ele de “pés-descalços” e “descaminhados”).

Como tentativa de melhorias, o então Presidente criou o Plano Collor. A moeda foi novamente o cruzeiro e o novo plano foi um fracasso. O destaque foi o fato de todas as contas bancárias e cadernetas de poupanças que tinham mais de 50 mil sofreram bloqueio.

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A inflação subia sem parar, mas isso era só o começo. Tudo piorou quando seu próprio irmão Pedro Affonso Collor de Mello fez uma denúncia de um esquema de corrupção envolvendo o tesoureiro da campanha política de Fernando Collor, Paulo Cesar Farias, o PC Farias.

Com o esquema vindo à tona, Collor começou a cair no conceito da população. Sua imagem ficou muita suja, seu governo estava em declínio constante e o fim de sua presidência já aproximava.

A população se revoltou contra o Governo de Fernando Collor de Mello. Um movimento que ganhou o nome de Caras Pintadas saiu às ruas pedindo a renúncia do Presidente. A câmara dos deputados ouviu e instaurou uma comissão parlamentar de inquérito que levantou provas contra Collor no Esquema de Corrupção.

O Congresso Nacional se prontificou a discutir sobre a aprovação do Impeachment de Fernando Collor, porém, o próprio Presidente pediu renúncia ao cargo em 29 de dezembro de 1993 e o Governo agora ficou nas mãos de Itamar Franco, seu vice-presidente.

O Governo Itamar Franco

Itamar Franco assumiu a Presidência da República em 1993 sendo visto como uma salvação da população afligida pela crise econômica no País.

Fernando Henrique Cardoso foi nomeado por Itamar como Ministro da Fazenda em maio de 1993. Inteligente, FHC criou um novo plano econômico denominado Plano Real.

Na época, o Plano foi um sucesso. A população ganhou um poder aquisitivo melhor com seus salários menos corroídos pela assombrosa inflação; e Itamar Franco governou o país até 1994.

O Governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002)

Com a elaboração do Plano Real, Fernando Henrique Cardoso ganhou uma enorme credibilidade com a população que, como reconhecimento deu a ele a vitória nas urnas em 1994.

Fernando Henrique assumiu a cadeira de Presidente do Brasil no dia 1 de Janeiro de 1995. No Final de 1998, FHC se candidatou novamente e derrotou mais uma vez o candidato Luís Inácio Lula da Silva. O Governo de FHC ficou no poder até o ano de 2002.

A economia adotada pelo Presidente Fernando Henrique em seu segundo mandato levou o Brasil a recorrer ao FMI (Fundo Monetário Internacional) e isso levou à desvalorização da Moeda Real.

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O Coronelismo e o Cangaço

Na época da República velha, ocorreram dois fenômenos – político e social – que receberam os nomes de: Coronelismo e o Cangaço. Abaixo vamos entender melhor e resumidamente sobre esses fenômenos.

O Coronelismo

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A origem do Coronelismo é da época do Brasil Império (e na verdade existem até hoje). Em tempos da república velha, o Coronelismo atuou forte, principalmente, no Nordeste do Brasil.

O que eram e o que faziam os Coronéis

Os pontos principais que podemos observar são:

  • Eram latifundiários com gigantescas áreas de terra e água;
  • Exerciam grande influência na política da população brasileira mais humilde;
  • Além de influência na política, eles tinham muita autoridade sobre seus súditos (os pobres);
  • O Coronel tinha características de um Senhor Feudal devido sua autoridade.

A influência nas Eleições

A população humilde do Nordeste sofria muito com a miséria e fome. Assim, os coronéis aproveitavam da situação oferecendo um auxílio a esse povo (os próprios nordestinos costumavam procurar esses latifundiários), mas em troca dos favores, era exigido dos pobres que votasse em quem eles queriam. Era exigência mesmo, quem escolhia o candidato eram os Coronéis e não o povo.

Voto do Cabresto

Os coronéis tinham seus jagunços (capatazes). E esses já entregavam as cédulas marcadas para o povo. Daí a origem do chamado “Voto Cabresto”.
Depois de eleito, os coronéis designavam os seus parentes para ser funcionários públicos, dessa forma, a sua família sempre estava garantida no poder público.

O Coronelismo começou a decair em 1930 quando Getúlio Vargas assumiu o poder do Brasil.

O Cangaço

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O Cangaço nasceu para se opor ao Coronelismo. O povo estava cansado com a falta de eficiência do Governo em manter a ordem e também com exploração dos fazendeiros ricos.

Quem era e o que fazia o cangaceiro?

Algumas características dos cangaceiros que podemos observar são:

  • Eram sertanejos que praticavam atos fora da lei para “sobreviver”;
  • Visto como vândalos, organizavam-se em bandos armados e praticavam roubos e saques;
  • Em contra-partida, recebiam dinheiro dos coronéis para matar seus oponentes políticos;
  • Não tinham piedade, matavam todos que vinham pela frente.

Para os pobres nordestinos eram tidos como heróis, mais ou menos como Robin Hood, já que eles muitas vezes roubavam dos ricos e davam para a população pobre. Já na visão do Governo, os cangaceiros eram ladrões assassinos, malfeitores que provocavam a desordem.

O mais famoso cangaceiro da história foi Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião.

Cangaceiro Lampião

Na história dos cangaceiros, existiu um que se destacou mais do que os outros chegando até a ser chamado de “Rei do Cangaço”. O nome dele era Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.

Lampião nasceu em Serra Talhada, município de Pernambuco, em 1898. Quando jovem, em 1921, juntou seus irmãos, primos e amigos formando um bando de cangaceiros.

Apesar de tirar dos ricos e dar aos pobres, sua história é recheada de ataques sangrentos e mortes violentas.

Lampião morreu em 1938 numa emboscada que sofreu na Fazenda Angicos, Sergipe, pelos policiais do Tenente João Bezerra e Sargento Aniceto Rodrigues da Silva.

No final da década de 1930, depois que Lampião morreu, os cangaceiros foram sumindo aos poucos.

presidentes da ditadura militar

O Golpe de 1964 e o Regime Militar

Olá! Vamos falar um pouco sobre o golpe de 1964 e o Regime Militar? O Golpe político foi organizado no dia 31 de Março de 1964 objetivando afastar o então presidente do Brasil, João Goulart. Isso fez com que membros das Forças Armadas começassem a governar o país implantando o autoritário Regime Militar.

O Golpe de 1964

golpe militar de 1964

Os grupos políticos de direita ficaram em alerta quando João Goulart assumiu a presidência do Brasil, pois ele tinha uma mentalidade voltada para o comunismo. Dessa forma, a direita política viu a presidência de Goulart como uma grande ameaça, inclusive, trabalhou forte para que ele não tomasse conta do Brasil. Uma das tentativas foi criar o Parlamentarismo em 1961 como uma nova forma de Governo, porém um referendo reprovou em pouco tempo. Em 1963 o presidencialismo foi restabelecido.

João Goulart agora estava pronto para exercer todos os poderes que lhe era concedido como presidente.

A expectativa de Jango em transformar o país numa república socialista foi tomando força, inclusive, temiam que o Presidente implantasse um socialismo baseado em Cuba de Fidel Castro.

Diante dessa ameaça comunista vindo à tona, a direita política com o apoio das Forças Armadas tomaram as devidas providências e planejaram a revolução de março de 1964 que culminaria no Golpe Militar em 1964.

A queda de João Goulart e o Começo da Ditadura

Com o apoio dos Estados Unidos ao Brasil nessa empreitada ( já que eram contra o comunismo e não o queria por perto da América), a revolução derrubou João Goulart; e a partir de então a presidência ficou sob comando dos militares, assim começava a Ditadura Militar.

Presidentes do Brasil na Ditadura Militar

presidentes da ditadura militar

Durante a ditadura, o Brasil teve 6 governantes no poder.

  1. Humberto Alencar Castelo Branco: um dos principais planejadores do Golpe de 1964 que deu origem à Ditadura Militar, Castelo Branco foi o primeiro a governar. Ficou no poder de 1964 à 1967.
  2. Artur da Costa e Silva: foi eleito em 3/10/1966 através do voto indireto. Tomou posse em 15/03/1967 e governou o Brasil somente até 1969 devido a um afastamento por motivo de doença sendo foi substituído pela Junta Militar.
  3. Governo da Junta Militar: a junta militar era formada por Aurélio de Lira Tavares do Exército, Augusto Rademaker da Marinha e Márcio de Sousa e Melo da Aeronáutica. Eles governaram por um curto espaço de tempo que foi entre 31 de agosto de 1969 à 30 de outubro 1969.
  4. Emílio Garrastazu Médici: com a morte de Artur da Costa e Silva em dezembro de 1969, o cargo de presidente ficou vago, mas a junta militar não quis entregar a presidência para o Vice do Falecido. Então, por decisão dos Ministros Militares, Emílio Médici foi eleito o novo Presidente. Esse governou o Brasil de 1969 até 1974. Apesar de Emílio Médici ser considerado o Governo mais repressivo da história do Regime Militar, em seu comando a economia do Brasil cresceu muito e gerou milhões de empregos. Essa situação ganhou o nome de “Milagre econômico”. Em contrapartida, o crescimento custou uma grande dívida externa para ser paga no futuro.
  5. Ernesto Geisel: governou o Brasil entre 1974 e 1979. Durante seu período de presidência a economia do Brasil caiu bastante e enquanto isso a inflação só aumentava.
  6. João Batista Figueiredo: ficou conhecido por conceder anistia aos que foram presos e restabelecer as eleições diretas para os governadores. Figueredo foi o último presidente da Ditadura Militar, indo de 1979 á 1985, quando finalmente acabou o Regime Militar, uma época da história do Brasil marcada por torturas, mortes e exílios. Começava agora o período da Nova República do Brasil.

Vídeo sobre os governantes do Regime Militar

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Um forte abraço e bons estudos!